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Portagens em Portugal: guia completo (2026)
As portagens portuguesas confundem quase toda a gente, e com razão. Há autoestradas com barreira e outras só com pórticos, umas onde pagas na hora e outras onde a fatura chega depois, e desde 2025 há mil quilómetros de estradas do interior que deixaram de ter portagem. Este guia explica, sem juridiquês, como funciona tudo em 2026: os tipos de portagem, o que mudou, como pagar com e sem Via Verde, quanto custa, e o que fazer se conduzes com matrícula estrangeira.
Os dois tipos de portagem
Portagem clássica (com barreira)
É a de sempre: entras, tiras uma senha (ou passas na Via Verde), e pagas à saída numa cabine, a dinheiro, com cartão ou automaticamente pela Via Verde. É o sistema da A1, A2, A3 e da maioria das grandes autoestradas Brisa.
Portagem eletrónica (só pórticos, sem barreira)
Aqui não há cabines nem barreiras: passas por baixo de pórticos com câmaras que leem a matrícula. Se não tens Via Verde, não pagas na hora, tens de regularizar o valor depois (ver mais abaixo). É o sistema das antigas SCUT. O grande risco é esquecer-se de pagar e apanhar uma coima.
A grande mudança: o interior já não paga portagem
Passaram a ser gratuitas (na quase totalidade do percurso) autoestradas como a A22 (Via do Infante, no Algarve), A23, A24, A25, A28, A4 e A13/A13-1. Atenção às exceções que mantêm portagem: o troço da A13 entre Santarém e Marateca (concessão Brisa) continua a pagar-se. O troço da A25 entre Aveiro/Esgueira e Albergaria, que ainda pagava, ficou a tarifa zero com o Orçamento do Estado para 2026.
Via Verde: a forma mais simples
A Via Verde é um pequeno dispositivo (identificador) que colas no para-brisas. Passas nas vias verdes sem parar, tanto nas portagens com barreira como nos pórticos eletrónicos, e o valor é debitado automaticamente na tua conta. É a opção mais cómoda para quem circula com frequência, e evita por completo o risco de coima nas portagens eletrónicas.
- Funciona em todas as autoestradas com e sem barreira, e também em muitos parques de estacionamento e bombas de combustível.
- Subscreve-se online ou nas lojas Via Verde / CTT; há uma pequena mensalidade pelo dispositivo.
- Nas portagens com barreira, usa sempre a via identificada com o "V" verde, não entres nessa via sem dispositivo (a coima é de 300 €).
Como pagar a portagem eletrónica sem Via Verde
Se andas numa autoestrada só com pórticos e não tens Via Verde, tens de pagar a portagem nos dias seguintes. As formas mais comuns:
- CTT e Payshop: com a matrícula, pagas ao balcão a partir de 2 dias úteis após a passagem.
- TOLLCard: um cartão pré-pago associado à matrícula, que desconta automaticamente as passagens.
- TOLLService / app e portais dos operadores: registas a matrícula e pagas online.
- Multibanco / homebanking: em alguns casos, com a referência da matrícula.
Classes de veículo
O preço da portagem depende da classe do veículo, definida pela altura à frente (sobre o primeiro eixo) e pelo número de eixos. Um carro ligeiro de passageiros é, quase sempre, classe 1, a mais barata. Motociclos, carrinhas altas, veículos com atrelado e pesados sobem de classe e pagam mais.
Turistas e matrículas estrangeiras
Quem entra em Portugal com um carro de matrícula estrangeira (próprio ou alugado lá fora) tem soluções específicas para as portagens eletrónicas:
- EASYToll: nos Welcome Points junto à fronteira, insere o cartão bancário e associa a matrícula, as portagens são debitadas automaticamente durante 30 dias. Tens de o fazer antes ou nas primeiras horas em Portugal.
- Via Verde Visitors: um dispositivo temporário de aluguer que colas no para-brisas e funciona em todas as autoestradas, com e sem barreira.
- TOLLCard: cartão pré-pago comprado em lojas CTT e outros pontos, associado à matrícula.
Quanto custam e o que muda em 2026
As tarifas variam por autoestrada e por concessão. Como referência, o trajeto completo Lisboa–Porto pela A1 ronda os 25 € para um ligeiro (classe 1), e Lisboa–Algarve pela A2 anda pelos 23 €. Em 2026, as portagens subiram cerca de 2,3%, em linha com a inflação. A travessia da Ponte 25 de Abril (sentido sul-norte) paga-se; a Ponte Vasco da Gama também tem portagem.
Resumo rápido
| Pergunta | Resposta curta |
|---|---|
| Forma mais cómoda de pagar | Via Verde (débito automático, sem parar) |
| A22 no Algarve tem portagem? | Não, gratuita desde 2025 |
| Autoestrada só com pórticos e sem Via Verde | Pagar depois: CTT/Payshop, TOLLCard, app |
| Carro com matrícula estrangeira | EASYToll (Welcome Point) ou Via Verde Visitors |
| Classe de um carro normal | Classe 1 (a mais barata) |
| Não pagar a tempo | Vira coima, de dezenas a centenas de euros |
Perguntas frequentes
- A A22 (Via do Infante) no Algarve ainda tem portagens?
- Não. Desde 1 de janeiro de 2025 a A22 deixou de ter portagem, tal como outras antigas SCUT (A23, A24, A25, A28, A4). Podes circular na Via do Infante sem pagar.
- Como pago uma portagem eletrónica se não tenho Via Verde?
- Nas autoestradas só com pórticos, regularizas o valor nos dias seguintes: nos CTT ou Payshop (com a matrícula), por TOLLCard, ou através da app / portais dos operadores. Não deixes passar o prazo, senão a portagem transforma-se em coima.
- Sou turista com matrícula estrangeira, como pago as portagens?
- Usa o EASYToll: num Welcome Point junto à fronteira, associas um cartão bancário à matrícula e as portagens são debitadas automaticamente durante 30 dias. Em alternativa, aluga um dispositivo Via Verde Visitors ou compra um TOLLCard.
- Quanto custa ir de Lisboa ao Porto ou ao Algarve de portagem?
- Como referência, Lisboa–Porto pela A1 ronda os 25 € e Lisboa–Algarve pela A2 os 23 €, para um ligeiro (classe 1). Para o valor exato do teu trajeto, usa o simulador de portagens em transitoagora.pt/portagens.
Fontes
- Portagens, Infraestruturas de Portugal· IP
- Via Verde· Via Verde
- Portugal Tolls (EASYToll, Welcome Points)· Portugal Tolls
- DECO PROTESTE, SCUT e portagens eletrónicas· DECO PROTESTE
- Simulador de portagens, Trânsito Agora· Trânsito Agora
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